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Doença ADRenal em Furões

Atualizado em 3/8/2020

  • Não sou veterinário.
  • Todo o material aqui mencionado tem caráter meramente informativo. Questões de natureza médica devem ser avaliadas por um médico veterinário devidamente treinado e com conhecimentos específicos sobre furões.
  • As fontes são conhecidas e tidas como confiáveis
  • Não execute tratamentos por conta própria !

O que é ?

É uma das três doenças principais que um furão pode adquirir. É um tema muito extenso para ser discutido aqui, mas se notar queda de pelos, principalmente na cauda, é um forte indício desta doença, que é tratável. É muito importante começar a tratar no início, pois o tratamento tardio comprometerá muito a qualidade de vida.

É um tipo de tumor que afeta as glândulas adrenais (glândula supra renal ou AD renal), que são responsáveis pela produção de vários hormônios que controlam o balanço de potássio e sódio, os que controlam a absorção e metabolização de nutrientes, controle de inflamações e hormonios sexuais como estrogenio e progesterona.

Esses hormonios tem interações complexas com outros órgãos que por sua vez secretam outros hormônios. Resumindo, as glândulas supra renais controlam indiretamente os níveis de açúcar e outros eletrólitos no sangue, pressão arterial e batimentos cardíacos, além da adrenalina, dopamina e nor-adrenalina.

É uma doença sistêmica, que afeta o corpo todo e que deve ser tratada sempre !

As glândulas foram danificadas por algum fator como:

  • Câncer
  • Fatores genéticos
  • Uso excessivo de alguns tipos de medicamentos com base em hormônios e anti-inflamatórios para tratamento de alguns tipos de doenças.
  • Produção excessiva de cortisol
  • Excessiva exposição a luz (fotoperíodos), ou seja, poucos períodos de escuridão total resultando em baixa produção de melatonina (1)
  • Excessiva produção do hormônio LH, que causa super estimulação das glândulas adrenais.
  • Castração/esterelização antes da idade adequada (indícios, mas não fato 100% confirmado) (2)

(1) – Caso dos fotoperíodos: Suspeita-se que furões mantidos em ambiente interno com luz artificial perdem a capacidade de sincronizar seu relógio biológico com as estações do ano, produzindo certos hormônios que seriam gerados mais no verão do que no inverno, pelo ano todo, levando a um stress das supra-renais. Isso seria mais evidente ainda em países tropicais onde a diferença de duração entre o dia e a noite quando inverno ou verão é bem menos acentuada do que nos países em maiores latitudes.

Furões produzem melatonina naturalmente durante os períodos que não é seguro ter filhotes (inverno e outono). Isso inibe a produção de hormônios sexuais mas não atrofia a glândula.

Uma maneira de atenuar um pouco o problema é fornecer ao seu furão um local absolutamente escuro para ele poder dormir.

(2) Caso da castração muito cedo: Esse é um tópico sujeito a ampla discussão, e lamento, mas a culpa disse é de responsabilidade única dos compradores de furões que sempre exigem animais cada vez mais novinhos. Pessoalmente acho uma crueldade separar um filhote de poucas semanas da mãe, mas é isso que as pessoas querem. Logicamente os criadores atendem a demanda e ao separarem os filhotes em tenra idade, não tem opção a não ser castra-los. Se as pessoas se contentassem em comprar furões de 8 a 12 semanas em vez de 2 a 4 semanas esse problema não existiria.

O que se faz é associar o número de casos de doença adrenal e insulinoma ao fato de os furões terem sido castrados muito cedo, mas o problema na verdade pode ser outro. Talvez as matrizes originais tivessem alguma deficiência genética que favoreça o aparecimento dessas doenças, mas isso nunca foi provado e merece mais investigação.

Principais sintomas:

  • Perda de pelo, principalmente na cauda
  • Dor abdominal
  • Urinação frequente / Problemas urinários
  • Secreção pelos órgão reprodutivos
  • Cistos no trato genital
  • Órgãos genitais inchados
  • Desordens sanguíneas
  • Tumores nas glandulas adenais.
  • Anemia
  • Hipoglicemia
  • Aumento de potássio no sangue
  • Tremores
  • Letargia
  • Arritmia cardíaca
  • Desidratação
  • Perda muscular
  • Úlceras gástricas
  • Perda de densidade óssea

Todas essas condições diminuem a qualidade de vida. Essa doença PRECISA ser tratada e controlada, pelo bem estar do seu amigo.

O diagnóstico é feito pelo veterinário, por meio de exames específicos para diagnosticar corretamente o problema, pois outras doenças podem causar sintomas similares, como por exemplo, o linfoma, infecções do trato urinário e cistites.

Exames de raios-X podem ser necessários para detectar tumores, cistos,  aumento do baço e do fígado.

Normalmente o tratamento é cirúrgico e/ou hormonal. Muitas vezes a doença tem remissão.

O tratamento cirúrgico consiste na remoção da glândula afetada, sendo que a remoção da glândula direita é mais complicada do que a da esquerda. Em certos casos há necessidade de remoção de ambas as glândulas.

O tratamento hormonal é feito com implantes de acetato de desloreina e pode em boa parte dos casos resolver o problema, mas pode demorar alguns meses para fazer efeito. As vezes faz-se o uso de implantes sub cutâneos ou aplicação oral de melatonina (1mg/dia em horário específico), associados a outras drogas como Lupron ou Flutamida.

Em alguns casos é comum a ocorrência concomitante de insulinoma juntamente com a doença adrenal (glândula supra renal ou AD renal).

Links em inglês com tudo que você precisa saber:

Veterinary Partner

Ferret Adrenal Disease

Ferret Adrenal Disease (Long Beach Animal Hospital)

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